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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

JORGE VAI AO CINEMA – Um Passeio pelo Nilo

No passado fim-de-semana fiz um passeio por um Nilo de bilhete postal, onde a um pôr-do-sol se segue um nascer-do-sol e depois outro pôr-do-sol...  As margens do rio, entre a História e a paisagem, são cativantes e convidam a uma visita.

Claro que nem tudo são rosas, pois existem crocodilos (ou serão jacarés?) sempre à espera de atacar a sua presa. O que os convidados do casamento da ricalhaça Linnet Ridgeway não sabem, é que um “crocodilo” de duas pernas vai a bordo e as suas intenções não são nada boas. Claro que num filme baseado num romance de Agatha Christie, todos sabemos que um crime ou outro irá ser cometido e cabe a alguém, neste caso o famoso Hercule Poirot, descobrir a identidade do assassino. 

 

Esta história já havia sido filmada em 1978, com resultados bem melhores e com um elenco mais bem recheado e onde todos (Peter Ustinov, Bette Davis, Angela Lansbury, David Niven, Mia Farrow, Maggie Smith, entre outros) brilhavam e davam o seu melhor. Essa versão até ganhou um merecido Óscar para Melhor Guarda-Roupa. Infelizmente, o elenco desta nova versão parece estar em piloto automático, com Gal Gadot a fazer-se ao papel principal da prevista nova versão de Cleópatra e com Kenneth Branagh a não convencer como Poirot (ia melhor no MURDER ON THE ORIENT EXPRESS).

 

Por razões que desconheço, enquanto realizador, Branagh achou por bem “sexualizar” a história, com dois tórridos e desnecessários números de dança (que revelam demasiado em termos da trama) e uma embaraçosa, de má que é, cena de “roça-roça” num templo histórico (Abu Simbel). A ideia de tornar Poirot um homem de acção não faz sentido e teria sido melhor manter a coisa mais simples e mais focada nas personagens e história. Também dispensava saber a razão por que Poirot usa um grande bigode.

 

No meio disto tudo, salvam-se as paisagens e o barco de cruzeiro é bem bonito. Não me importava de dar uma volta nele!

 

Classificação: 3 (de 1 a 10) 






terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

JORGE VAI AO CINEMA – Rir ou Não Rir Eis a Questão

No passado sábado fui duas vezes ao cinema e deparei-me com uma situação engraçada. Os filmes escolhidos, UMA MULHER DO OUTRO MUNDO e MOONFALL – ROTA DE COLISÃO, não podiam ser mais diferentes.

O primeiro uma comédia sobrenatural baseada numa peça clássica do Noël Coward, o segundo um filme catástrofe de ficção científica. É verdade que me ri um pouco no primeiro, mas, por muito mal que isto possa parecer, ri-me muito mais no segundo. O que levanta a questão, rir da desgraça dos outros e do destino terrível do nosso planeta fará de mim uma má pessoa? Talvez sim, talvez não, mas não consegui resistir. 

 

Confesso que adorava ter rido mais com a história de um escritor com falta inspiração que é assombrado pelo fantasma da sua primeira esposa, para raiva da sua actual, do que com o MOONFALL. Tive a sorte de ver esta peça, faz já alguns na Broadway, com Angela Lansbury como a falsa médium Madame Arcati e diverti-me muito mais. 


Apesar do bom elenco desta nova versão, achei que estavam todos a esforçarem-se demasiado para terem graça e isso acaba por dar cabo do humor. Até a personagem de Madame Arcati, aqui interpretada por Judi Dench, começa por ser cómica, mas depressa perde a graça. Como se costuma dizer, mais vale cair em graça do que ser engraçado. E se nunca viram a versão de 1945, com Rex Harrison e Margaret Ruthford, aconselho a não perderem!




 

Já com a história da lua em rota de colisão com a Terra, o novo desastre catástrofe de Roland Emmerich (INDEPENDENCE DAY, THE DAY AFTER TOMORROW, 2012), não consegui controlar o riso. O filme é suposto ser dramático e tenso, mas é por vezes tão mau (não imaginam o que é possível fazer-se com a força gravitacional da lua) que o melhor é mesmo rir. 


O elenco liderado por Halle Berry e Patrick Wilson já viu melhores dias e nem a presença relâmpago de Donald Sutherland salva o dia. Os efeitos especiais são fraquitos e, porra, onde estão as sempre excitantes cenas da multidão a fugir? Aqui parece que o planeta Terra está vazio, com raras excepções. Não me levem a mal, adoro cinema catástrofe, mas os melhores exemplos são aqueles em que a acção se resume a um local e a um punhado de personagens tornadas interessantes por um bom elenco – TOWERING INFERNO, THE POSEIDON ADVENTURE.

 

Na minha opinião, rir faz sempre bem e o sentido de humor varia muito de pessoa para pessoa e de situação para situação. Assim, sem vergonhas, ri-me muito com o segredo da lua (o aspecto mais interessante do MOONFALL) e dos seus resultados catastróficos, mas adorava ter rido mais com o fantasma da esposa, que até tem um ar leve e despreocupado, mas não aconteceu.


UMA MULHER DE OUTRO MUNDO (Blithe Spirit) de Edward Hall – Classificação: 4 (de 1 a 10) 

 

MOONFALL – ROTA DE COLISÃO (MoonFall) de Roland Emmerich - Classificação: 2 (de 1 a 10) 





segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

NIGHTMARE ALLEY – O BECO DAS ALMAS PERDIDAS (Nightmare Alley) de Guillermo del Toro

Stanton Carlisle, um bem parecido e simpático homem, chega a uma feira onde consegue ir ganhando a confiança de alguns e acaba por, de certa forma, roubar o acto de prestidigitação de um deles. A sua ambição leva-o à procura de novos palcos e, com os seus dotes manipulativos, consegue chegar às mais altas esferas sociais com resultados dramáticos para todos os envolvidos.

Duas confissões. Nunca li a novela de William Lindsay Gresham em que o filme é baseado e, com muita pena minha, não vi a versão cinematográfica de 1947 com o Tyrone Power. Assim, não posso fazer comparações, mas gostei mesmo muito deste regresso ao Film Noir!

 O realizador Guillermo del Toro, mais uma vez revela a sua grande paixão pelo cinema clássico de Hollywood e um grande carinho pelos seus personagens, sejam eles bons, maus ou assim-assim. Fiquei preso à cadeira desde a primeira cena e adorei o final. Pelo meio temos uma história envolvente, povoada por uma excelente galeria de personagens e visualmente forte. Sim, a produção é muito cuidada e um regalo para todos os sentidos. O filme trouxe-me à memória o famoso FREAKS (A Parada dos Monstros) de Tod Browning, com o seu lado “carnivalesco” e, em termos de encenação o CITIZEN KANE (O Mundo a Seus Pés) de Orson Wells; tudo boa companhira para este NIGHTMARE ALLEY.

O giraço do Bradley Cooper brilha no papel principal, entre o sacana e o moço simpático. Ele lidera um elenco fortíssimo onde se destacam a sempre excelenteToni Collette, um notável David Strathairn e, principalmente, Cate Blanchett como uma sedutora mulher fatal.

Já devem ter percebido que gostei mesmo do filme, mas sou suspeito. Sou apaixonado pelo cinema clássico americano e este filme é uma carta de amor ao mesmo! A não perder!

Classificação: 8 (de 1 a 10)



quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

GRITOS (Scream) de Matt Bettinelli-Olpin & Tyler Gillett

25 anos depois dos crimes que assombraram Woodsboro, o assassino Ghostface está de volta e os crimes recomeçam. Cabe à jovem Samdescobrir quem está por detrás da máscara e salvar o seu grupo de amigos, mas para isso vai precisar da ajuda dos sobreviventes do massacre original, Sidney, Gale e Dewey. 

Será que precisávamos de um novo SCREAM? Julgo que a resposta é não, pois este novo filme é mais do mesmo, mas os realizadores Matt Bettinelli-Olpin & Tyler Gillett não levam nada a sério e dão-nos um filme “sangramente” divertido.


É verdade, a história está um bocado gasta e já não tem grandes hipóteses de nos surpreender; mas capta a nossa atenção e é sempre engraçado fazer conjunturas sobre quem é ou são os assassinos. Claro que algumas cenas são um pouco inverossímeis, como o hospital vazio, mas faz parte das regras do género. Confesso que me ri imenso com o exagero de gore e violência, sendo este talvez o mais sangrento filme da série. 

 

Quanto ao elenco, os melhores são os regressados Neve Campbell, Courtney Cox e David Arquette. Quanto aos novos, Jenna Ortega é a minha preferida e também quem tem a personagem mais interessante, Tara. Quanto a Melissa Barrera, a nova protagonista, achei-a demasiado séria e não me convenceu no papel de Sam; a verdade é que não fiquei muito preocupado com o que podia acontecer ao seu personagem, bem, no fundo os novos personagens pouco mais são do que “carne para canhão”.


Mas os fãs desta saga, vão gostar, provavelmente mais do que eu.

 

Classificação: 6 (de 1 a 10)











quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

JORGE VAI AO CINEMA – Fantasmas, Moda e Magia


Foi um fim-de-semana cheio de cinema, mas nem todos foram bons. Soube-me muito bem a nostalgia do novo CAÇA-FANTASMAS. Apesar do seu super colorido, não fiquei encantando com ENCANTADO. Quarto ao CASA GUCCI, é assombrada por um bom elenco, mas a história arrasta-se por mais de duas horas.

CAÇA-FANTASMAS: O LEGADO (Ghostbusters: Afterlife) de Jason Reitman – 7


Uma mãe solteira e seus dois filhos vão viver para a velha e isolada casa que o avô lhes deixou. Aí, a filha mais nova descobre uns estranhos aparelhos e depressa percebe que uma força maligna se prepara para invadir o mundo e que o seu avô fazia parte dos famosos Ghostbusters.


Quem diria que depois do desastre da versão feminina dos Ghostbusters, que estes voltariam ao bom caminho? Pois é, Jason Reitman, que é filho do realizador do filme original, dá-nos um simpático, divertido e, acima de tudo, nostálgico regresso ao universo dos “ghostbusters”. 

O filme vai-se construindo num ritmo crescente que nos leva ao emocionante e emocional final, com muito humor pelo meio, bons efeitos especiais e uma boa galeria de personagens. O elenco é bom e sabe bem assistir ao regresso de alguns veteranos. Atenção, não saiam do cinema logo no fim do filme, pois se o fizerem perdem a deliciosa Sigourney Weaver.



CASA GUCCI (House of Gucci) de Ridley Scott – 5


A jovem Patrizia Reggiani caça Maurizio Gucci, um dos herdeiros da Gucci, e consegue manipular a ele a todos de forma a conseguir o que quer... mas a sua ganância acaba por se virar contra si, com resultados dramáticos.


Baseado (ou deverei dizer inspirado?) numa história verídica, o novo filme de Ridley Scott arrasta-se por mais de duas longas horas, em quase estilo documental e sem emoção. Quem me conhece sabe que vejo/sinto os filmes pelo lado emotivo e não pelo lado cerebral (às vezes tenho dúvidas se este ainda funciona), pelo que este filme me deixou... “frio”.

Sim, o elenco é bom, se bem que por vezes estão todos um pouco exagerados. Talvez os personagens reais fossem “maiores que a vida” e assim faz sentido este tipo de interpretação. Outro problema é o facto de falarem todos inglês com sotaque italiano, isso retira verossimilhança às suas interpretações, chegando a ser um pouco ridículo. Bem, neste campo o meu destaque não vai para Lady Gaga (que está bem), nem para Adam Driver (sempre com um sorriso irritante na cara), mas sim para Al Pacino e, principalmente, Jared Leto (debaixo de quilos de maquilhagem). 

Esperava melhor, ou pelo menos algo mais interessante e menos aborrecido, mas tem os seus momentos e acredito que poderá portar-se bem nos Óscars.




 

ENCANTO de Charise castro Smith, Byron Howard & Jared Nush - 4


Na família Madrigal todos têm um poder sobrenatural e vivem numa casa mágica. Mas, por razões estranhas, a pequena Mirabel não tem nenhum poder e isso é um problema para a família. Já adolescente, percebe que toda a magia está em perigo e que poderá ser a salvação de todos.


Disney em estilo latino, com muita còr, música, magia e algum humor. Infelizmente, apesar da receita soar bem, o resultado é fraco. Parece que a história nunca chega a arrancar e os personagens são um pouco superficiais. As canções de Lin-Manuel Miranda, apesar ser interessantes, parecem todas iguais e nenhuma se destaca das outras.

Talvez o filme seja demasiado infantil para mim (que adoro animação), mas a sensação que fica é que foi feito à pressa. Mas apesar de tudo ainda derramei uma lágrima ou duas no final.



terça-feira, 16 de novembro de 2021

JORGE VAI AO CINEMA – Uma Princesa, Uma Criatura de Pesadelo e Um Jornal Colorido

FAMINTO (Antlers) de Scott Cooper – 6

Numa pequena e isolada cidade norte-americana, um miúdo vê-se obrigado a alimentar o seu pai e irmão mais novo, ambos trancados no sótão e a sofrerem de uma terrível doença. Uma professora percebe que algo está errado com o miúdo e, com a ajuda do seu irmão xerife, acaba por descobrir algo de terrível.


Já sabem que adoro filmes de terror e sempre fui louco por estranhas criaturas; pois a deste filme é muito bem-vinda! A história não é nada de especial, mas o realizador Scott Cooper dá-nos um filme cinzento, sujo, onde a cor, a luz e o humor não têm lugar. Um pouco mais de suspense e umas decisões mais coerentes por parte dos personagens, podia ter resultado num melhor filme, mas, dentro do género, diria que é um bom filme. Tem um elenco de bons profissionais, segue-se com interesse e adorei a criatura. 

Acredito que os fãs do género vão gostar e, espero que isto não seja um “spoiler”, fez-me lembrar o HELLRAISER ou então é só da minha cabeça louca.








CRÓNICAS DE FRANÇA DO LIBERTY, KANSAS EVENING SUN (The French Dispatch) de Wes Anderson – 8

Quatro histórias “ilustram” esta revista cinematográfica. Começamos com a curta “Reportagem de um Ciclista”; segue-se a brilhante “Obra-Prima de Cimento”; a seguir temos o divertido “Revisões a um Manifesto” e terminamos com uma inesquecível perseguição em “A Sala de Jantar Privada do Comissário da Polícia”. Tudo isto “embrulhado” num colorido papel de jornal que envolve o falecimento do director da revista.


Confesso que não fui daqueles cinéfilos que gostou logo do cinema de Wes Anderson, mas com o tempo os seus filmes foram-se tornando mais interessantes e o estilo visual mais apurado e pessoal. É impressionante a variedade e talento do elenco dos seus filmes, conseguindo sempre excelentes interpretações, neste caso em particular tenho que destacar Benicio Del Toro, Tilda Swinton, Frances McDormand, Jeffrey Wright e Adrien Brody.

Mas mais que os actores, é o lado visual dos seus filmes que me marca e que aqui é brilhante. É tudo estudado ao pormenor, incluindo os pequenos detalhes, e gosto da forma simples como tudo flui, passando da cor para o preto e branco, da acção real para o desenho animado. Anderson é, aquilo que se chama, de um autor. Pode não ser para todos os gostos, mas tem um estilo pessoal inimitável, que nos enche a vista e alimenta a imaginação.





 

SPENCER de Pablo Larrain - 5

São as férias de Natal da família real britânica e a Princesa Diana, meio-louca, sente que aquela não é a vida que deseja e está com vontade de mandar todos à merda... Quem não estaria? 


Antes de me debruçar sobre este drama baseado em factos verídicos (mais ou menos), duas coisas que devem saber. Primeiro, nunca segui muito os passos da família real e da Princesa Diana, nem era um dos seus admiradores. Segundo, a jovem Kristen Stewart raramente me convence como atriz e não é com este filme que vou mudar de opinião.

O realizador chileno Pablo Larrain, que antes nos deu JACKIE e o excelente EL CLUB, dá-nos um retrato lúgubre da família real, cuja vida cinzenta é estremecida pelas cores de Diana. O ritmo lento não me ajudou a “entrar” no filme, mas não deixei de me sentir enervado com aquele estilo de vida e, particularmente, com o Major Alistar Gregory, uma espécie de “ogre” que tudo controla. 

O melhor do filme é a sequência em que Diana visita a sua casa de infância, agora em ruínas e digna de um filme de terror. O fabuloso vestido que ela usa nessa cena, dá-lhe um ar surrealista.

Quanto a Kristen Stewart como Diana... bem, diria que ela está um bocado “over-acting” (será que Diana era assim tão tontinha?). A seu favor tem o facto de ter o mesmo ar de sonsa que Diana tinha e, fisicamente, até está muito bem. A passagem de modelos era dispensável, mas a moça fica bem com aquelas roupinhas.




quarta-feira, 3 de novembro de 2021

A NOITE PASSADA EM SOHO (Last Night in Soho) de Edgar Wright – 9

Eloise, uma tímida jovem apaixonada por moda e pelos anos 60, vai estudar moda para Londres. Aí, após uma má experiência numa residência de estudantes, aluga um quarto num velho edifício e, por razões desconhecidas, cria uma estranha ligação com Sandy, uma jovem que viveu naquele quarto nos anos 60. Mas o que ao princípio é um sonho, depressa se transforma num pesadelo.

 

Edgar Wright, o realizador/argumentista de SHAUN OF THE DEAD e BABY DRIVER, entre outros, oferece-nos o seu melhor trabalho e, sem dúvida, um dos filmes do ano! O filme é uma agradável surpresa, que nos agarra à cadeira e não nos desprende até ao clímax.


Começa como uma comédia de adolescentes, evolui para um thriller dramático envolto em mistério e termina em puro terror. Confesso que não ia à espera de algo de tão bom e interessante. O filme tem algo de hipnótico que nos encanta, talvez seja o seu forte lado visual ou a forma como a história progride. Os ingleses têm a palavra certa para o que eu quero dizer, “haunting” – é um filme que nos assombra de forma bela e inquietante. É uma espécie de "giallo" de alta qualidade!


Claro que uma história destas precisa de um excelente elenco e, nisso também Edgar Wright está de parabéns com as suas escolhas. Em papéis secundários, Diana Rigg (a inesquecível Emma Peel da série de televisão THE AVENGERS), Rita Tushingham e Terence Stamp, todos nomes fortes dos anos 60, dão prestígio ao filme de forma convincente. A seu lado, as jovens Thomasin McKenzie e Anya Taylor-Joy, brilham e dão vida ao filme; mas sem dúvida, que Taylor-Joy é a estrela incandescente. Esta jovem actriz tem algo de diferente das outras, talvez seja o seu olhar felino, a forma como se move... ela é extraordinária e a sua versão de “Downtown”, o sucesso dos anos 60 de Petula Clark, é inesquecível (dias depois de ter visto o filme, continua a estar na minha cabeça).


Não sei que mais preciso de dizer para vos fazer ir ver o filme. Mas, não o percam!